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10 de fevereiro de 2009

Vélib

Somerfildo e sua Vélib em pleno inverno


Há um ano e meio foi introduzido em Paris o Vélib, sistema self-service de empréstimo de bicicletas. O esquema de alta-tecnologia tem "estações" computadorizadas espalhadas por toda a cidade, onde o interessado pode retirar uma bicicleta mediante garantia dada por cartão de crédito ou utilizando cartão próprio do sistema, que exige registro antecipado. Custa até 1 euro por cada meia hora - que pode mesmo sair de graça, e quanto mais tempo de uso, mais se paga. A idéia é estimular as viagens curtas.

Vélib é uma mistura de vélo (bicicleta) e liberté (liberdade), e as primeiras 20 mil bicicletas foram postas à disposição do público em julho de 2007, pelo prefeito socialista de Paris, Bertrand Delanoe. É muito legal poder pegar uma bicicleta, dar uma voltinha e depois deixá-la em outro lugar, de modo que mesmo no inverno a procura é grande. Como bem sabe o Somerfildo, no inverno dá pra andar de Vélib, mas precisa de luvas!

O que a prefeitura - e a JCDecaux, empresa que presta o serviço - não imaginavam foi o alto número de bicicletas roubadas e danificadas nesse período. Algumas são penduradas em árvores, jogadas no rio e até mesmo "exportadas" para outros países! A imprensa relata casos de Vélibs encontradas em países da África e da Europa Oriental. Cada uma custa cerca de 400 euros.

A JCDecaux tem reclamado que só a prefeitura está lucrando com o esquema - ganhou 20 milhões de euros no primeiro ano, enquanto a empresa arca com os custos operacionais. Deve ser mesmo um bom negócio para o Estado, porque Bertrand Delanoe já pensa agora em um novo sistema de transporte: os Autolibs, 2.000 carros movidos a energia limpa, que devem estar disponíveis a partir de outubro de 2009.



120.000 viagens 
de Vélib são feitas por dia em Paris

7.800 bicicletas
já foram roubadas desde 2007

11.600 bicicletas
foram vandalizadas

500 funcionários
fazem a manutenção das Vélibs


31 de dezembro de 2008

Saint-Denis

Foi num dia frio e chuvoso de inverno que eu fui com o Grande Ratoberto (influências de Pyongyang - ver post anterior) visitar a Basílica de Saint-Denis, em um subúrbio ao norte de Paris. Ela foi construída no século V sobre o cemitério romano onde São Denis, primeiro bispo de Paris (martirizado em 250 AD), foi enterrado.

A partir do século VI a maioria dos reis e rainhas de França foram enterrados lá, de Clóvis (século V) até Luís XV. No século XII o abade reformou a igreja, transformando-a em uma das primeiras obras de arquitetura gótica. 



Altar a Nossa Senhora e vitrais em St. Denis

Durante a Revolução Francesa, várias tumbas foram violadas. Em 1814, na Restauração, Luís XVIII trasladou os corpos de Luís XVI e Maria Antonieta da igreja Madeleine. Todos os que reinaram nessa época (Luís XVIII,  Carlos X e Luís Felipe) também estão enterrados lá.



Somerfildo com Luís XVI e Maria Antonieta

A cripta dá muito medo, porque é escura e apertada em algumas partes, mas é muito legal. Em uma parede estão escritos os nomes de todos os reis de França.



Túmulos dos últimos Bourbons de França