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14 de fevereiro de 2009

Durval Discos

Durval Discos foi uma surpresa para mim. Surpresa ruim.

Em 2003 eu tinha visto o trailer, e ficado interessado no que parecia ser a história. Um sujeito cabeludo (Ary França) que tem uma loja de discos de vinil quando os CDs já começavam a dominar o mercado. Uma trilha sonora de rock brasileiro dos anos 70. Imaginei um filme divertido com esses elementos. 

Acabou que não vi o filme no cinema, e assisti em DVD num fim de semana deste mês. Começa com uma sequência de títulos muito bem feita, pelas ruas de São Paulo. Depois começa a mostrar a loja, a vida do cara, ainda parece bom. Mas o filme degringola para uma história absurda de sequestro de uma menina, que sequer é sugerida no trailer (pelo que me lembro), e se muita gente pode achar isso legal, eu achei fraco.

Não que o trailer tenha que "entregar" o filme todo, não é o que quero dizer, mas também não pode ser uma propaganda enganosa. Então, a história é chata, e a Etty Fraser tresloucada e gritando, no papel de mãe do Durval, é chata demais, e a única coisa que salva é a trilha sonora.

Entre as pérolas está a clássica Mestre Jonas, de Sá, Rodrix e Guarabira (do disco Terra, de 1972), que pode ser vista abaixo em uma versão bem mais recente, gravada pela TV Cultura de São Paulo. É preciso adaptar um pouquinho a letra de uma das melhores músicas do mesmo disco (Blue Riviera), "com toda essa moçada da pesada que hoje está com 30 anos ou mais / E já não deixa cair..." - pelo vídeo acho que a moçada já está com 60 anos ou mais.

Eu digo blue riviera, blue riviera, nos meus olhos e ouvidos
Da sala enfumaçada pr'onde foram meus amigos queridos...